{"id":35727,"date":"2022-07-25T09:59:39","date_gmt":"2022-07-25T12:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.siqueiracastro.com.br\/noticias\/?p=35727"},"modified":"2022-07-25T09:59:45","modified_gmt":"2022-07-25T12:59:45","slug":"dia-da-mulher-afro-latinoamericana-e-afrocaribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.siqueiracastro.com.br\/noticias\/dia-da-mulher-afro-latinoamericana-e-afrocaribenha\/","title":{"rendered":"Dia da Mulher Afro-latinoamericana e Afrocaribenha"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste dia 25, escolhemos alguns exemplos de mulheres afro-latinoamericanas e afrocaribenhas para mostrar a intelig\u00eancia, a for\u00e7a e a representatividade de personalidades em diversas \u00e1reas. Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Influencers<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>@natalyneri<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bacharela em Ci\u00eancias Sociais, a influenciadora brasileira que j\u00e1 possui mais de 1 milh\u00e3o de seguidores em suas redes sociais (Instagram e YouTube), trata de temas como moda sustent\u00e1vel, veganismo e <em>slow living<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>@2sistersandameal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Formado por duas irm\u00e3s de origem jamaicana, Suzanne e Michelle Rousseau, seus perfis em redes sociais oferecem <em>insights<\/em> sobre a culin\u00e1ria da ilha, com a indica\u00e7\u00e3o de receitas para tentar em casa e restaurantes para visitar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>@blessednelly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Influenciadora e modelo <em>plus size<\/em>, Nelly usa seus perfis em redes sociais para compartilhar dicas de moda, maquiagem e viagem. Al\u00e9m do conte\u00fado visual compartilhado em seu perfil de Instagram, a influenciadora atualiza diariamente seu blog \u201ca day in the life of Nelly B\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>@ancestral_memory<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O perfil alimentado pela influenciadora trinit\u00e1ria-tobagense Jenissa Sullivan \u00e9 uma extens\u00e3o de seu blog pessoal, que foi criado para compartilhar refer\u00eancias que inspiraram sua marca, al\u00e9m da indica\u00e7\u00e3o de livros para leitura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>@astoldbyali<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Moradora da Ilha de Ant\u00edgua, no mar do Caribe, a influenciadora visita as mais de 365 praias da ilha, dando dicas de viagem e cuidado com o corpo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>@heloisahariadne<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nascida em Carapicu\u00edba e formada em artes visuais pela Belas Artes, a artista \u00e9 hoje representada pela Galeria Leme, onde desenvolve suas obras de arte com identidade visual \u00fanica, colorida e repleta de texturas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Artes pl\u00e1sticas e visuais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Ad\u00e9lia Sampaio<\/strong> (Belo Horizonte, 1944) \u00e9 uma cineasta brasileira do Cinema Novo e foi a primeira mulher negra a dirigir um longa no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Filha de empregada dom\u00e9stica, Ad\u00e9lia teve um in\u00edcio de vida dif\u00edcil e chegou a ficar afastada de sua m\u00e3e durante a inf\u00e2ncia, e foi criada em um asilo, porque o sal\u00e1rio que sua m\u00e3e recebia n\u00e3o era suficiente para sustent\u00e1-la. Aos 13 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com a fam\u00edlia para morar com sua irm\u00e3, que trabalhava em uma empresa que distribu\u00eda filmes russos. L\u00e1, pela primeira vez, ela entra em uma sala de cinema e assiste Ivan, o Terr\u00edvel de Serguei Eisenstein.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa experi\u00eancia, Ad\u00e9lia buscou trabalhos em ag\u00eancias cinematogr\u00e1ficas e no fim da d\u00e9cada de 1960 foi trabalhar como telefonista na Difilm, distribuidora brasileira ligada ao Cinema Novo. Come\u00e7ou a organizar o cineclube da empresa, que projetava filmes em 16mm. Passou a trabalhar tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o dos filmes, em diversas fun\u00e7\u00f5es. Foi continu\u00edsta, maquiadora, c\u00e2mera, montadora e produtora. Sua primeira experi\u00eancia em um set foi como continu\u00edsta de um filme de Pedro Carlos Rovai.<\/p>\n\n\n\n<p>Ad\u00e9lia foi pioneira na cinematografia negra brasileira, vivendo em um ambiente patriarcal, branco e elitista.<\/p>\n\n\n\n<p>Estreou como diretora em 1979, com o curta-metragem Den\u00fancia Vazia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Criola<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Graffiteira de Belo Horizonte, Criola faz parte da nova gera\u00e7\u00e3o do graffiti brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras de Tain\u00e1 Lima, conhecida como Criola, colorem as ruas de Belo Horizonte e fortalecem o movimento negro na principal cidade de Minas Gerais. A jovem mineira come\u00e7ou a grafitar em junho de 2012. Sua arte expressa a hist\u00f3ria e os gritos de resist\u00eancia da ancestralidade afro-brasileira contra o preconceito.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de Criola coloca em evid\u00eancia o \u201cirun\u201d (cabelo), uma parte muito importante no universo da beleza feminina. \u201cO cabelo crespo sempre foi alvo de preconceitos e agress\u00f5es e o uso da chapinha \u00e9 uma tentativa de ocultar a origem, a raiz e a hist\u00f3ria\u201d, pontua a artista. De acordo com ela, por meio do cabelo se constr\u00f3i uma met\u00e1fora com a raiz das plantas no sentido de crescer livre para ganhar for\u00e7a e florescer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ayeola Moore<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ayeola Moore nasceu no Caribe, na Ilha de Guadalupe. Por muitos anos se dedicou \u00e0&nbsp;pr\u00e1tica da dan\u00e7a tradicional afro-guadalupense. Pertenceu ao elenco de Dan\u00e7a Tradicional de Guadalupe \u00c4kademiduka. Pintora autodidata, a artista impressiona o p\u00fablico com seus quadros todos feitos com cores vibrantes e curvas que parecem seguir os passos de uma dan\u00e7a. Suas obras prendem, perturbam e instigam os pensamentos. Sobre o assunto, Ay\u00e9ola Moore conta que come\u00e7ou sua rela\u00e7\u00e3o com a tinta e o pincel tarde, aos 53 anos.&nbsp; Tudo em fun\u00e7\u00e3o de um conselho do amigo e ativista pelos direitos dos negros, Abdias do Nascimento, falecido em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher, negra e caribenha, a pintora faz quest\u00e3o de afirmar sua identidade e de oferecer uma vis\u00e3o cr\u00edtica do machismo e racismo que imperam h\u00e1 s\u00e9culos no Brasil. Atenta aos direitos das mulheres, em especial das negras, Ay\u00e9ola Moore enfatiza a import\u00e2ncia de manter a liga\u00e7\u00e3o com a ancestralidade e de estar consciente do que se \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Auxiliadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 quase imposs\u00edvel falar de pintores brasileiros sem pensar no nome de Maria Auxiliadora. Antes de come\u00e7ar a pintar, a artista, neta de escrava, atuava como empregada dom\u00e9stica. Em suas obras, a pintora retratava o cotidiano de pessoas em regi\u00f5es rurais e urbanas, al\u00e9m de abordar temas como religi\u00f5es afrobrasileiras, carnaval e tradi\u00e7\u00f5es culturais. Mesmo sem uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, Auxiliadora se tornou conhecida internacionalmente e, ap\u00f3s seu falecimento em 1974, recebeu homenagens em museus de pa\u00edses como It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Filha de m\u00e3e bordadeira e pai trabalhador bra\u00e7al em estradas de ferro, veio para S\u00e3o Paulo com a fam\u00edlia. Na capital paulista foi dom\u00e9stica e passadora de roupa. ca. 1954 \u2013 Autodidata, iniciou sua produ\u00e7\u00e3o em guaches e l\u00e1pis-de-cor. 1967 \u2013 Ap\u00f3s sofrer grave cirurgia, decidiu pintar, primeiro em casa dos pais, depois em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sabothati<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Thatiane Almeida, a Sabothati \u00e9 paulistana, virginiana, nascida e criada na Brasil\u00e2ndia \u2013 periferia de Sampa e famoso bairro reduto de onde sa\u00edram Negra Li e o ator Domingos Montagner deu aula de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica em uma escola da regi\u00e3o \u2013 dona de uma gargalhada desconcertante e de um humor r\u00e1pido e instigante, eu a conheci na labuta e vi crescendo de forma muito faminta pelo novo e tudo aquilo que veio antes desse novo para que ele existisse, ela j\u00e1 fez recep\u00e7\u00e3o em eventos culturais e j\u00e1 foi produtora. Cin\u00e9fila desde pequena, estudou cinema e se tornou diretora e j\u00e1 carrega no curr\u00edculo importantes trabalhos tanto como diretora, como assistente de dire\u00e7\u00e3o ou produtora executiva de obras do audiovisual brasileiro \u2013 no cinema como na m\u00fasica. J\u00e1 trabalhou com artistas como Gl\u00f3ria Groove, Karol Conk\u00e1, Elza Soares, X\u00eania Fran\u00e7a, Emicida, Luiza Sonza e Linn da Quebrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundou o coletivo audiovisual formado por mulheres chamado V\u00eanus Filmes e recentemente dirigiu o longa metragem documental Anast\u00e1cias, vencedor do Pr\u00eamio de Melhor Longa-metragem na sua Estreia Internacional no HerInternationalFilmFestival, um festival de cinema para jovens mulheres diretoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Yasmin Thayn\u00e1<\/strong>&nbsp;\u00e9 cineasta, diretora e fundadora da Afroflix, curadora da Flupp (Festa Liter\u00e1ria das Periferias) e pesquisadora de audiovisual no ITS-Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro). Dirigiu, nos \u00faltimos meses, \u201cKbela, o filme\u201d, uma experi\u00eancia sobre ser mulher e tornar-se negra, \u201cBatalhas\u201d, sobre a primeira vez que teve um espet\u00e1culo de funk no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e a s\u00e9rie Afrotranscendence.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi eleita um dos 30 under 30 da revista Forbes em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Soberana Ziza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Artista Visual, ilustradora, Grafiteira e Educadora, Soberana Ziza, como \u00e9 conhecida a artista Regina Elias da Costa, vive no Jardim Peri Alto, periferia da Zona Norte de S\u00e3o Paulo. Atua desde 2006 expondo seus trabalhos em interven\u00e7\u00f5es urbanas e galerias em uma pesquisa est\u00e9tica sobre negritude e feminino numa abordagem afrofuturista.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu trabalho une hist\u00f3ria, ancestralidade e arte contempor\u00e2nea na busca pelos caminhos trilhados por seus ancestrais, representando a atua\u00e7\u00e3o do povo negro em diferentes setores como nas Artes, Engenharia e Medicina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Firelei Baez (Rep\u00fablica Dominicana)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 conhecida por explorar humor e fantasia envolvidos a partir de pesquisas sobre sociedades diasp\u00f3ricas e suas culturas, que t\u00eam a capacidade de conviver com ambiguidades e us\u00e1-las para construir defesas psicol\u00f3gicas e at\u00e9 metaf\u00edsicas contra invas\u00f5es culturais, Firelei Baez \u00e9 hoje um dos nomes mais promissores da nova gera\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Dominicana. Ela cria retratos a partir de imagens de arquivos com cores intensas ou mix de estampas e texturas expondo personagens femininas reais ou fict\u00edcias, de ascend\u00eancia afro-americana como resultado de \u00e1rduas pesquisas hist\u00f3ricas. Essas mulheres s\u00e3o representadas ou apresentadas junto a simbolismos e elementos das culturas afro-americanas ou afro-latinas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Elizabeth Catlett (M\u00e9xic<\/strong><strong>o)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A artista mexicano-americana ficou conhecida entre membros do Movimento dos direitos civis dos negros por suas esculturas e gravuras expressionistas,produzidas durante os anos de 1960 e 1970, que representavam a mulher negra e a segrega\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. Catlett&nbsp; expressava as injusti\u00e7as e lutas coerentes com seu tempo sob influ\u00eancia est\u00e9tica das esculturas pr\u00e9-colombiana, dos nus sensuais de Henry Moore e dos murais pol\u00edticos de Diego Rivera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Victoria Santa Cruz (Peru)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerada \u201ca m\u00e3e da dan\u00e7a e do teatro afro-peruanos\u201d, Victoria Santa Cruz foi uma core\u00f3grafo, poeta e ativista. Sua obra mais conhecida \u00e9 uma performance visceral na qual ela declama o poema&nbsp;<em>Me Gritaron Negra<\/em>. No poema, ela fala sobre sua pr\u00f3pria experi\u00eancia quando tinha 7 anos e sofreu um epis\u00f3dio de racismo que a marcou para toda a vida: estava na rua brincando quando gritaram que ela era negra. A artista afirma que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha consci\u00eancia de o significado e poder de ser uma pessoa negra no Peru. No poema musicado com tambores ao fundo e dan\u00e7ado por ela e outros amigos negros, ela afirma que, na ocasi\u00e3o, gritou de volta, empoderada e orgulhosa de suas origens, que era sim negra rejeitando o ataque preconceituoso, rejeitando os padr\u00f5es de beleza euroc\u00eantricos, brancos. Desde ent\u00e3o a artista trabalha com as possibilidades e significados de ser uma mulher negra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Kika Carvalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nascida em 1992, na cidade De Vit\u00f3ria- ES, onde vive, Kika Carvalho graduou-se em Artes Visuais na Universidade do Espirito Santo. Sua trajet\u00f3ria como artista visual come\u00e7ou atrav\u00e9s do <em>grafitti<\/em>, tornando-se uma refer\u00eancia na cena nacional a partir da cria\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cdasmina\/\">Coletivo DasMina<\/a> (2012), e do <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/noticia\/2016\/03\/graffiti-reune-mulheres-em-festival-de-intervencoes-urbanas-em-vitoria.html\">FEME &#8211; Festival de Mulheres no Graffiti<\/a> (2016). Sua pesquisa atual por\u00e9m, tem como foco a constru\u00e7\u00e3o de novas narrativas, voltando sua aten\u00e7\u00e3o \u00e0 elementos que comp\u00f5em um movimento de retorno, buscando a for\u00e7a presente em sua ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de sua atua\u00e7\u00e3o como artista visual, atrav\u00e9s da arte-edu\u00e7\u00e3o Kika busca retribuir de alguma forma as oportunidades que recebeu enquanto crian\u00e7a. Por isso, seu trabalho enquanto educadora social \u00e9 um aspecto bastante marcante de sua forma\u00e7\u00e3o e trajet\u00f3ria. Al\u00e9m de trabalhar em institui\u00e7\u00f5es de arte como arte-educadora, Kika criou tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wWiuokvsSpE\">Projeto Pique Pintar<\/a> que, em 2019, convidou crian\u00e7as e adolescentes do Morro do Quadro (Vit\u00f3ria-ES) a participarem na elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pinturas em muros e equipamentos coletivos da comunidade. Al\u00e9m de refor\u00e7ar o protagonismo das crian\u00e7as e adolescentes enquanto sujeitos ativos, o projeto visava criar tamb\u00e9m um sentimento de pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Literatura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Maria Firmina dos Reis <\/strong>esteve apagada por grande parte do s\u00e9culo XX, mas \u00e9 uma figura da hist\u00f3ria brasileira que acumula diversos ineditismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela \u00e9 considerada a primeira autora negra do Brasil, respons\u00e1vel pelo primeiro romance abolicionista de autoria feminina de l\u00edngua portuguesa (e possivelmente o primeiro romance publicado por uma mulher negra na Am\u00e9rica Latina), e a primeira mulher a ser aprovada em um concurso p\u00fablico no estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, conhecemos fragmentos de sua hist\u00f3ria e obra. Nascida em 1822 na Ilha de S\u00e3o Lu\u00eds, filha de m\u00e3e negra alforriada, Maria Firmina foi professora de prim\u00e1rio da rede p\u00fablica. At\u00e9 hoje seu rosto verdadeiro \u00e9 desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1859, publicou \u201c\u00darsula\u201d, um romance tido como revolucion\u00e1rio para a \u00e9poca por ter personagens escravizadas humanizadas, com voz e subjetividade, incluindo os negros como sujeitos do romance. O texto tamb\u00e9m tecia cr\u00edticas ao regime escravocrata em meio a narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o romance foi assinado apenas como \u201cpor uma maranhense\u201d, e coloca em suas primeiras linhas um pedido de desculpas, pois a escrita era ent\u00e3o uma pr\u00e1tica predominantemente masculina: \u201cSei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira; de educa\u00e7\u00e3o acanhada e sem o trato e a conversa\u00e7\u00e3o dos homens ilustrados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1861 seus textos passaram a ser assinados com seu nome. Dentre sua obra, destacam-se a colet\u00e2nea de poesias \u201cCantos \u00e0 beira-mar&#8221; (1871) e o conto \u201cA escrava\u201d (1887), com cr\u00edticas mais severas \u00e0 escravid\u00e3o. Seu nome e produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria passaram d\u00e9cadas no esquecimento e foram recuperadas apenas na d\u00e9cada de \u201860.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Victoria Santa Cruz <\/strong>foi uma compositora, core\u00f3grafa, cantora, poeta, estilista e professora universit\u00e1ria, \u00e9 tida como uma das principais respons\u00e1veis pela difus\u00e3o da cultura afro peruana em seu pa\u00eds e pelo resgate de experi\u00eancias e pr\u00e1ticas negras no Peru, ao longo das d\u00e9cadas de \u201860 e \u201870.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida em La Victoria em 1922, a artista estudou teatro na Fran\u00e7a. Ao retornar para territ\u00f3rio peruano, desenvolveu trabalhos que refletiam seu ativismo pela valoriza\u00e7\u00e3o da identidade, cultura e experi\u00eancias afrolatinas. Victoria fundou a companhia \u201cTeatro y Danzas Negras del Per\u00fa\u201d e, mais tarde, foi diretora do Centro de Arte Folcl\u00f3rica e do Conjunto Nacional de Cultura do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Victoria escreveu \u201cRitmo: el eterno organizador\u201d, que re\u00fane seu legado e reflex\u00f5es sobre a arte e cultura afroperuana, mas o poema mencionado no in\u00edcio \u00e9 sua obra mais conhecida. Mas sua obra mais conhecida \u00e9 o poema-can\u00e7\u00e3o \u201cMe gritaron negra\u201d (1960), ecoado por movimentos negros em toda a Am\u00e9rica Latina. O poema foi escrito sobre um epis\u00f3dio de racismo sofrido por Victoria, quando se viu rejeitada por um grupo de crian\u00e7as aos seus 7 anos. O eu-l\u00edrico da obra contesta a atribui\u00e7\u00e3o preconceituosa da negritude como algo negativo e passa a invocar sua identidade negra com orgulho. V\u00eddeos do poema sendo declamado, em meio ao som ritmado de tambores, est\u00e3o dispon\u00edveis no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, Victoria foi honrada postumamente com a condecora\u00e7\u00e3o da &#8220;Orden al M\u00e9rito de la Mujer&#8221;, concedida pelo Governo Peruano em reconhecimento a sua contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da cultura e dos direitos do povo afroperuano e a sua luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial e de g\u00eanero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edwidge Danticat <\/strong>\u00e9 uma autora haitiana contempor\u00e2nea, internacionalmente reconhecida e premiada por sua obra liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dandicat nasceu em 1969, em Port-au-Prince, durante o regime ditatorial haitiano dos Duvalier. Como muitos haitianos \u00e0 \u00e9poca, sua fam\u00edlia imigrou para os Estados Unidos, e a autora cresceu na cidade de Nova Iorque a partir de seus 12 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da dist\u00e2ncia de seu pa\u00eds de origem, Dandicat foi criada em meio a cultura haitiana e manteve conectada a sua terra natal. Sua obra trata de temas como a identidade nacional, a hist\u00f3ria e a di\u00e1spora haitianas. Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma ativista e trata publicamente de problemas suportados pelos haitianos emigrados ou residentes no Haiti.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu primeiro romance, \u201cBreath, Eyes, Memory\u201d (1994), \u00e9 um relato parcialmente autobiogr\u00e1fico que trata, dentre outras quest\u00f5es, da adapta\u00e7\u00e3o a uma nova cultura e do impacto da religi\u00e3o e de tradi\u00e7\u00f5es haitianas para suas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazem parte de sua obra, ainda: a cole\u00e7\u00e3o de contos sobre a experi\u00eancia haitiana \u201cKrik? Krak! (1995); o romance sobre \u201cThe Farming of Bones\u201d (1998), que aborda o massacre de haitianos na Rep\u00fablica Dominicana de Trujillo; e seu livro de mem\u00f3rias, \u201cBrother, I\u2019m Dying\u201d (2007), que resgata a viv\u00eancia de sua fam\u00edlia no Haiti e nos Estados Unidos. Atualmente, apenas o seu romance \u201cClara da luz do mar\u201d (2013) foi publicado no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras vozes da literatura afrocaribenha e afrolatina para conhecer: Carolina Maria de Jesus, Geni Guimar\u00e3es, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Mary Grueso, Daisy Rubiera Castillo, Luz Argentina Chiriboga, Jamaica Kincaid, Nicole Dennis-Benn.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00fasica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Alaide Costa <\/strong>\u00e9 uma cantora e compositora brasileira considerada uma estilista da MPB e uma de suas maiores int\u00e9rpretes. Mulher, negra e criada no sub\u00farbio carioca do M\u00e9ier foi uma das precursoras da Bossa Nova no Brasil compondo com grandes nomes como&nbsp;Vinicius de Moraes&nbsp;e&nbsp;Tom Jobim. A cantora de 86 anos tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por ser a \u00fanica mulher creditada em \u00e1lbum do c\u00e9lebre&nbsp;Clube da Esquina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ala\u00edde iniciou sua carreira se apresentando em programas infantis de r\u00e1dio aos 13 anos, por incentivo do seu irm\u00e3o mais novo, que notou o seu talento. Aos 16 anos interpretou a can\u00e7\u00e3o \u201cNoturno em Tempo de Samba\u201d no programa da r\u00e1dio Tupi \u201cCalouros em Desfile\u201d, momento que, segundo ela, foi definitivo para que efetivamente ingressasse na m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da sua afina\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel e produ\u00e7\u00e3o musical incessante, Ala\u00edde passou anos fazendo apenas grava\u00e7\u00f5es independentes e se apresentando em lugares pequenos. \u00c9 uma figura pouco reconhecida na m\u00fasica nacional, a quem se deu espa\u00e7o para brilhar em poucas ocasi\u00f5es ao longo da carreira, como no lan\u00e7amento do disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento e&nbsp;L\u00f4 Borges, em 1972, no qual ela canta com Milton a m\u00fasica&nbsp;<em>Me Deixa em Paz<\/em>, de&nbsp;Monsueto Menezes&nbsp;e Airton Amorim. Entre seus grandes sucessos, cita-se sua intepreta\u00e7\u00e3o de Dindi e de Onde Est\u00e1 Voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Ruy Castro chegou a afirmar em seu livro \u201cChega de saudade\u201d que \u201c\u2026Ala\u00edde era perseguida pelo estigma que iria acompanh\u00e1-la por toda sua carreira: um mito entre os m\u00fasicos e respeitada por todos os cantores, mas n\u00e3o tinha chances nas gravadoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevistas, Ala\u00edde atribui o seu esquecimento a um preconceito velado e a uma resist\u00eancia avassaladora das gravadoras em permitir que negros cantassem \u201crebuscado\u201d. Segundo a artista, apesar da press\u00e3o para cantar ritmos alegres, jamais cedeu ou fez concess\u00f5es, mantendo-se sempre fiel ao seu estilo e personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020 lan\u00e7ou o seu novo \u00e1lbum \u201cO que Meus Calos Dizem Sobre Mim\u201d, com can\u00e7\u00f5es feitas para sua voz, produzido por Emicida e Marcus Preto e dirigido Pupilo. S\u00e3o oito faixas com letras e melodias maravilhosas impressas na aut\u00eantica voz da cantora. O \u00e1lbum est\u00e1 dispon\u00edvel no Spotify.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Madalena Correia do Nascimento<\/strong>, mais conhecida como <strong>Lia de Itamarac\u00e1<\/strong>, \u00e9 uma dan\u00e7arina, compositora e cantora de ciranda brasileira, considerada uma das mais c\u00e9lebres deste segmento. Come\u00e7ou na carreira art\u00edstica muito jovem, cantando ciranda desde os 12 anos de idade, j\u00e1 cheia de familiaridade com a m\u00fasica e a dan\u00e7a \u2013 segundo ela, \u201cum dom de Deus e uma gra\u00e7a de Iemanj\u00e1\u201d. Por\u00e9m, somente em 1998 come\u00e7ou a ser notada no Brasil, quando se apresentou no Abril de Rock.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome art\u00edstico nasceu com um verso que Teca Calazans comp\u00f4s <em>\u201cEsta ciranda quem me deu foi Lia \/ que mora na Ilha de Itamarac\u00e1&#8221;,<\/em> que foi incorporado \u00e0<em> \u201cOh cirandeiro\/cirandeiro oh\/ a pedra do teu anel brilha mais do que o sol<\/em>\u201d. O conv\u00edvio art\u00edstico tamb\u00e9m levou Paulinho da Viola a oferecer um belo verso para a cantora <em>\u201cEu sou Lia da beira do mar \/ morena queimada do sal e do sol \/ da Ilha de Itamarac\u00e1 (\u2026)\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005 ela recebeu do Governo de Pernambuco o t\u00edtulo de \u201cPatrim\u00f4nio Vivo de Pernambuco\u201d, que tem como objetivo estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural de grupos tradicionais e populares do Estado, visando a transmiss\u00e3o de conhecimentos e t\u00e9cnicas entre gera\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, foi agraciada com a \u201cOrem do M\u00e9rito Cultural\u201d pelo Minist\u00e9rio da Cultura, que tem por finalidade premiar personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por suas relevantes contribui\u00e7\u00f5es prestadas \u00e0 Cultura. Como se n\u00e3o bastasse, em 2019, Lia recebeu uma das maiores honrarias de toda sua trajet\u00f3ria art\u00edstica: o t\u00edtulo de Doutora&nbsp;Honoris Causa, pela&nbsp;Universidade Federal de Pernambuco, pelos servi\u00e7os prestados \u00e0 cultura de Pernambuco e do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre seus trabalhos musicais, cita-se os discos Rainha da Ciranda (1977), Eu sou Lia (2000), Ciranda de Ritmos (2008) e Ciranda sem Fim (2019). Como se n\u00e3o bastasse, a artista tamb\u00e9m teve atua\u00e7\u00e3o como atriz, tendo participado do curta-metragem \u201cRecife Frio\u201d do cineasta pernambucano Kleber Mendon\u00e7a Filho; do curta metragem documental \u201cFormiga Come do Que Carregada\u201d, do diretor Tide Gugliano e do filme Bacurau.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Yvonne Lara da Costa<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Dona Ivone Lara<\/strong> ou a dama do samba, foi uma cantora e compositora brasileira e a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Imp\u00e9rio Serrano, que a homenageou em 2012 com o tema do enredo \u201cDona Ivone Lara: O enredo do meu samba\u201d. Em paralelo \u00e0 carreira musical, Dona Ivone Lara atuou por 37 anos como enfermeira, com destaque para a sua atua\u00e7\u00e3o com doentes psiqui\u00e1tricos, com quais usou musicoterapia. Ali\u00e1s, ela exerceu papel de destaque na reforma psiqui\u00e1trica no Brasil, antes de se aposentar e dedicar-se \u00e0 carreira art\u00edstica com exclusividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Ivone \u00e9 respons\u00e1vel por quase 200 composi\u00e7\u00f5es, nas quais fala bastante sobre suas mem\u00f3rias, sonhos e imagina\u00e7\u00e3o. Um dos seus principais sucessos \u00e9 \u201cCinco Bailes da Hist\u00f3ria do Rio\u201d, que foi o samba que a consagrou como a primeira mulher a vencer uma disputa de samba enredo. D\u00e9lcio Carvalho foi o mais constante parceiro de Dona Ivone Lara. Com ele, ela comp\u00f4s os sucessos&nbsp;<em>Acreditar<\/em>&nbsp;(1976),&nbsp;<em>Sonho meu<\/em>&nbsp;(1978) e&nbsp;<em>Nasci para sonhar e cantar<\/em>&nbsp;(1982), entre outros. Outros dois grandes sucessos da artista s\u00e3o \u201cAlgu\u00e9m Me avisou\u201d e \u201cMas quem disse que eu te esque\u00e7o\u201d, ambas em parceria com Herm\u00ednio Belo de Carvalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, entrou para a lista&nbsp;das &#8220;Dez Grandes Mulheres que Marcaram a Hist\u00f3ria do Rio. Em 2016 foi homenageada no Pal\u00e1cio do Planalto, em Bras\u00edlia, na cerim\u00f4nia da Ordem do M\u00e9rito Cultural, principal condecora\u00e7\u00e3o anual do governo brasileiro \u00e0 \u00e1rea da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A artista faleceu em 2018, aos 96 anos, deixando um legado de muita m\u00fasica boa e um hist\u00f3rico de humanismo e empatia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Advocacia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Silvia Souza \u2013 Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Direitos Humanos da OAB<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra, Conselheira Federal da OAB pela OAB\/SP, especialista em <em>advocacy<\/em> e Mestranda em Criminologia na Universidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Atua\u00e7\u00e3o destacada na promo\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos, tendo realizado sustenta\u00e7\u00e3o oral no julgamento da ADPF 607, onde a OAB Federal atuou como <em>Amicus Curiae<\/em>, bem como no julgamento conjunto das ADCs 43, 44 e 54 representando o Conselho Federal da OAB, proponente da ADC 44.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADPF 607requeria o restabelecimento dos Mecanismos de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0 Tortura no Brasil, tendo sido declarada a inconstitucionalidade das altera\u00e7\u00f5es anteriormente realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>As ADCs 43, 44 e 54 sustentavam a constitucionalidade do art. 283 do C\u00f3digo de Processo Penal, que estabelece o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a como exig\u00eancia para a pris\u00e3o, tendo sido providas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Flavia Ribeiro \u2013 Presidente da Comiss\u00e3o OAB\/Mulher da Seccional OAB\/RJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra, Presidente e ex-vice-presidente da Comiss\u00e3o OAB Mulher, da OAB\/RJ. Ex-vice-presidente da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade sobre a Escravid\u00e3o Negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Com atua\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em a\u00e7\u00f5es envolvendo g\u00eanero e ra\u00e7a, teve importante participa\u00e7\u00e3o na fixa\u00e7\u00e3o de cotas raciais no Conselho Seccional da OAB carioca.<\/p>\n\n\n\n<p>Na toada de sua atua\u00e7\u00e3o acima apontada, tem atua\u00e7\u00e3o relevante no combate \u00e0s diferentes formas de viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esperan\u00e7a Garcia<\/strong> \u2013 primeira advogada do Piau\u00ed<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra escravizada, foi reconhecida como a primeira advogada piauiense, em 2017 pela OAB\/PI.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1770, ela escreveu uma peti\u00e7\u00e3o ao governador da Capitania em que denunciava as situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancias pelas quais, seus filhos e suas companheiras passavam na fazenda de Algod\u00f5es, regi\u00e3o pr\u00f3xima a Oeiras, a 300 quil\u00f4metros da futura capital, Teresina, e pedia provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida carta \u00e9 uma das primeiras cartas de direito e s\u00edmbolo de resist\u00eancia e luta por direitos, sobretudo no per\u00edodo escravocrata brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A carta foi encontrada em 1979, no arquivo p\u00fablico do Piau\u00ed, pelo pesquisador e historiador Luiz Mott.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 06 de setembro, data de escrita da carta, foi institu\u00eddo o Dia Estadual da Consci\u00eancia Negra, no Piau\u00ed, em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>A carta de Esperan\u00e7a denunciou maus tratos, autoritarismo e, ao fim, h\u00e1 o pleito de vida sem viol\u00eancia para ela e seus iguais, representando a luta contra as viol\u00eancias de g\u00eanero e contra o racismo, importante em ser sempre lembrada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Governan\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Flavia Martins de Carvalho (@flaviacarvalho2020)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ju\u00edza de direito no Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo. Ju\u00edza auxiliar no Supremo Tribunal Federal (STF). Doutoranda em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Mestra e graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Flavia cursou comunica\u00e7\u00e3o social na UERJ em 1994, se formando em 1998. Insatisfeita com a vida profissional ingressou na faculdade de direito em 2004, se formando em 2008, tamb\u00e9m pela UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o de carreira Flavia tra\u00e7ou um plano que tinha como meta final torna-se ju\u00edza em 10 anos. No entanto, a meta foi alcan\u00e7ada em 14 anos. Ingressou na magistratura aos 44 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Participou do Grupo de Trabalho sobre Quest\u00f5es Raciais no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio, institu\u00eddo pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Integra o coletivo que organiza o Encontro Nacional de Ju\u00edzas e Ju\u00edzes Negros (ENAJUN) e o F\u00f3rum Nacional de Ju\u00edzas e Ju\u00edzes contra o Racismo e todas as formas de Discrimina\u00e7\u00e3o (FONAJURD).<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, Fl\u00e1via lan\u00e7ou o livro \u201cMeninas sonhadoras, mulheres cientistas\u201d, sobre empoderamento feminino, onde a maioria das mulheres elencadas \u00e9 negra e brasileira, mas h\u00e1 destaque tamb\u00e9m para mulheres ind\u00edgenas, brancas e estrangeiras. Elas atuam em diversas \u00e1reas, mas todas unem suas atividades profissionais com a\u00e7\u00f5es afirmativas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Selma Moreira<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Selma \u00e9 Vice-presidente de Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o na J.P. Morgan, empresa global l\u00edder em servi\u00e7os financeiros. Anteriormente foi Diretora Executiva no Baob\u00e1 \u2013 Fundo para Equidade Racial, primeiro e \u00fanico fundo dedicado, exclusivamente, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da equidade racial para a popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m atuou como Gerente de Responsabilidade Social do Instituto Walmart, Gerente de Sustentabilidade na Funda\u00e7\u00e3o Alphaville e Gerente de Projetos da Incubadora Tecnol\u00f3gica de Cooperativas Populares da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (ITCP \u2013 FGV). \u00c9 membra do Conselho Consultivo do Instituto Coca-Cola Brasil e faz parte do Conselho Deliberativo da Assembleia Geral do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formada em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto Tecnol\u00f3gico de Osasco, p\u00f3s-graduada em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica em Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, pela Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da USP, tem MBA em Gest\u00e3o e Empreendedorismo Social, pela FIA.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, seu foco \u00e9 aprofundar conhecimentos acad\u00eamicos acerca da hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luana Souza Martins G\u00e9noT (@luanagenot)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fundadora e Diretora Executiva do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) que atrav\u00e9s da Campanha Sim \u00e0 Igualdade Racial apoia empresas e organiza\u00e7\u00f5es a desenvolverem a\u00e7\u00f5es afirmativas para inclus\u00e3o de negros e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2021 \u00e9 Curadora de Conviv\u00eancia no Museu do Amanh\u00e3. Formada em publicidade e propaganda pela PUC-RIO, tem mestrado em Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico Raciais pelo Cefet-RJ e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Marketing pelo IED Rio. Faz parte da Rede de L\u00edderes Respons\u00e1veis da BMW Foundation.<\/p>\n\n\n\n<p>Como escritora atua como colunista semanal do Jornal O Globo na Revista Ela e \u00e9 tamb\u00e9m autora dos livros Mais Forte &#8211; Entre Lutas e Conquistas, lan\u00e7ado em 2021 e do Sim \u00e0 igualdade racial, finalista do Pr\u00eamio Jabuti 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 apresentadora do programa Sexta Black no canal GNT e jurada fixa no game show de neg\u00f3cios e empreendedorismo &#8216;Ideias \u00e0 Venda&#8217; da Netflix.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi volunt\u00e1ria na campanha de Barack Obama e antes do ID_BR, trabalhou na \u00e1rea de marketing em multinacionais da \u00e1rea de beleza e entretenimento. Faz parte da Rede de Jovens L\u00edderes do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia 25, escolhemos alguns exemplos de mulheres afro-latinoamericanas e afrocaribenhas para mostrar a intelig\u00eancia, a for\u00e7a e a representatividade de personalidades em diversas \u00e1reas. Boa leitura! 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