LGBTQIA+: o que significam essas letras?

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Para iniciar a semana do orgulho LGBTQIA+, o Comitê da Diversidade da SiqueiraCastro vai sanar de uma vez por todas a famosa dúvida: o que significam todas essas letras?

Antes de mais nada, vale ressaltar que o gênero e a atração sexual têm sido entendidos como espectros. Assim, existem diversas formas de sentir o gênero e a atração, que dão origem a um colorido universo de identidades e orientações.

É importante pontuar que nenhuma dessas definições é final, e existem interpretações diferentes para muitos dos termos, inclusive se considerados os diferentes países e culturas. Porém, nossa intenção é apenas introduzir esse vocabulário de forma simples e objetiva, pensando em quem nunca teve tanto contato com ele antes.

O significado de cada letra de LGBTQIA+

A bandeira do movimento LGBTQIA+ Fonte: divulgação

Lésbica: mulheres cuja atração sexual/romântica se dirige a outras mulheres.

Gay: embora seja utilizado para se referir a pessoas que sentem atração por outras pessoas do mesmo sexo, usualmente tem se restringido a identificar homens que tenham atração sexual/afetiva por outros homens.

Bissexual: termo utilizado para definir pessoas que se atraem sexual ou romanticamente por mais de um gênero.

Trans: termo guarda-chuva que engloba as identidades não-cisgêneras, sendo que cisgênero é a definição da pessoa que, ao nascer, foi identificada como homem ou mulher e, atualmente, continua se identificando da mesma forma. Ou seja, se ao nascer você foi identificado como homem e hoje mantém essa identidade, você é cisgênero (ou “cis”). A mesma coisa com as mulheres cis. Assim, as identidades trans incluem as pessoas transexuais, travestis, identidades não-binárias etc. Falaremos disso mais para baixo!

Queer: o Q na sigla LGBTQIA+ vem do termo do inglês. Também é abrangente, pois enquadra as identidades de gênero e orientações sexuais minoritárias, isto é, diferentes de cisgênero e heterossexual. Carrega ainda a ideia da fluidez de gênero, baseada na Teoria Queer de Judith Butler, uma das principais pensadoras sobre o tema.

Intersexual: pessoas cujo desenvolvimento físico (cromossomos, genitálias, hormônios etc.) não se enquadra perfeitamente nas características que tradicionalmente entendemos como femininas ou masculinas.

Assexual/Arromântico: o A em LGBTQIA+ representa a identidade que define as pessoas que não sentem (ou raramente sentem) atração sexual ou romântica. Abarca também a identidade demissexual, que se refere a pessoas que sentem atração apenas por pessoas específicas com quem tenham algum tipo de laço emocional.

+: pessoas são diversas! Por isso é natural que não existam termos suficientes para descrever todos os tipos de atração sexual e identidades de gênero, e que as definições que já conhecemos possam se expandir.

Confira mais alguns outros termos comuns (sem a pretensão de esgotá-los ou determiná-los)

Pansexual: pessoa cuja atração sexual/romântica independe de gênero.

Transexual: pessoa que não se identifica com o gênero a ela atribuída no nascimento. Se uma pessoa foi identificada como homem ao nascer, mas hoje se identifica como mulher, trata-se de uma mulher transexual. O mesmo para o homem que, ao nascer, foi lido como mulher: é um homem transexual.

Travesti: há discussões quanto ao termo, mas, em geral, tem-se aceitado como uma categoria de autoidentificação política principalmente latinoamericana, utilizada por pessoas que, embora identificadas como pertencendo ao sexo masculino ao nascer, hoje se identificam ou se aproximam ao gênero feminino. Nem toda travesti se identifica como mulher; muitas se identificam apenas como travestis. De todo modo, como regra, devem ser tratadas no feminino.

Não-binário: termo que abarca as diversas identidades de gênero que fogem ao binarismo de gênero (isto é, à ideia de que existem apenas homens e mulheres). Aprender o que cada uma dessas letras significa acaba acontecendo naturalmente, com o contato com o tema. No final das contas, o mais importante é exercitar a escuta e respeitar a autoidentificação sem tentar enquadrar o outro em conceitos próprios. Cabe apenas à própria pessoa dizer qual definição, ou se alguma, se aplica a ela. O respeito e a aceitação são as palavras-chave, e nos lembram de que nós não precisamos entender perfeitamente o outro para que possamos respeitá-lo.